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Acho que foi assim que comecei nesta coisa da fotografia

     No verão de 2003 fui de férias para Espanha, e como era Verão (já a findar Agosto) o meu aniversário aproximavam-se. (E não eram um aniversário qualquer, fazia 10 anos!). Enquanto andava passeando por ruas espanholas entrei numa loja e vi o meu presente (ou pelo menos o que eu viria a pedir como prenda para esses meus memoráveis 10 anos). Era um conjunto que incluía: uns binóculos, uma máquina fotográfica e algo mais que não me recordo. (Como hoje em dia isto me parece uma prenda tão tola, e o pior, é que acho que o que me chamava à atenção eram os binóculos, não desfazendo claro está a máquina fotográfica). No entanto, quando pedi, disseram-me que já não havia mais e que aquela em exposição estava estragada (claro, acreditei). No dia seguinte fazia 10 anos, e apesar de não ter aquele presente, estava feliz (não é todos os dias que passamos pela nossa primeira década de vida!). E qual não é a minha surpresa quando recebo como presente e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e aquele conjunto que tinha visto! Fiquei então duplamente feliz, e nesse mesmo dia fomos comprar um rolo para a máquina fotográfica (que me tive de conter para não acabar em pouco tempo – parecia que tudo era um bom motivo para uma fotografia). Acho que foi assim que comecei nesta coisa da fotografia.
     Uns anos mais tarde pedi outra máquina fotográfica, esta mais evoluída que a anterior (esta tinha flash!) e tinha 3 rolos para gastar, por isso, iniciei a minha demanda fotográfica. (Acabei por só gastar um rolo que nunca revelei, e o rolo com as minhas primeiras fotos, também não, embora os mantenha, talvez por nostalgia, embora sabendo que muito da qualidade que poderiam ter já estará degradada).
     Uns anos mais tarde, quando já frequentava a escola básica, o clube de fotografia que outrora aí havia existido voltou a ter projectos para o futuro, e ajudei a professora responsável, a Prof. Carla G. a dar-lhe de novo vida (havia alguns anos que não era frequentado, e havia trabalho a fazer). Após algum trabalho, o clube abriu então portas aos associados e tive as minhas primeiras experiências num laboratório de fotografia. A maioria (se não todas) as bases que sei sobre laboratório de fotografia devo à Professora Carla, que teve a paciência suficiente para ajustar o diafragma dos meus olhos e assim expô-los à luz deste conhecimento. Foi aqui que aprendi que uma simples caixa de sapatos se poderia transformar numa máquina fotográfica (que do meu septicismo só acreditei quando vi na revelação); que aprendi o «o quê» e o «como» do que se faz num laboratório de fotografia; aprendi como funciona uma máquina fotográfica; aprendi mil e um materiais e conceitos de fotografia que não sabia sequer que existiam (entendo quando se fala pela primeira vez a alguém de diafragma e obturador e a pessoa olha para nós como se falássemos uma língua inexistente); e até aprendi que existia um programa atrás do «PhotoShop» (para além da palavra solta em si) e que o Paint não servia só para desenhos. Motivei-me de tal forma, que no ano seguinte a professora já me deixava auxiliá-la no clube (género assistente) e me deixava com alguma liberdade “guiar” os meus colegas no trabalho de laboratório e ensinar-lhes o «o quê» e o «como».
     Ainda frequentava o clube quando recebi a minha primeira máquina fotográfica digital (ou aliás, foi no princípio mesmo), e consegui ter uma liberdade muito maior na captação dos momentos.
     Hoje em dia, embora ainda trabalhe com uma compacta (os tempos estão difíceis e as reflex não são propriamente baratas), tenho a possibilidade de controlar manualmente as minhas fotografias e de associar os meus conhecimentos que fui, e que vou, adquirindo e de captar os momentos da minha vida.
    E não faria sentido falar de fotografia sem ter fotografias. Aqui estão dois dos meus mais recentes “devaneios fotográficos”:


     E quem diria que hoje em dia já consigo falar com fluência da «fotografia manual» e que o PhotoShop faz parte do meu dia-a-dia?!

       Acho que já não consigo separar-me deste vício que se tornou querer prolongar no tempo os momentos da minha vida.

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