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Como pode alguém gostar de algo sem primeiro provar?

     Quem não me conhece, partirá do princípio que sendo «piano» um dos temas deste blogue, saberei certamente tocar piano. Acontece que não. Neste momento perguntar-se-ão: “por que raio num blogue sobre os gostos da tua vida falas sobre um instrumento que não tocas?” ou “como pode alguém gostar de algo sem primeiro provar?”. Para que entendam melhor passo a contar de que forma é que o piano e a minha vida se cruzam: quando era mais novo (não que seja velho, mas esse não é o cerne), quando era então mais novo, recebi um daqueles teclados (ou brinquedo com teclas), que penso que já todos nós em alguma parte da nossa infância recebemos, e claro o que nos interessa no momento é o som (ou o barulho) que aquele brinquedo faz. Fui crescendo, e outros tive que faziam o mesmo. Um dia vi um anúncio que publicitava aulas de piano e perguntei à minha mãe se poderia aprender a tocar piano, mas como sempre, o dinheiro falou mais alto e nada feito. Quando entramos na escola básica todos começamos a ter “aulas de música” (embora eu já tivesse à 2 anos, e até gravado um CD, mas isso é outra conversa), e o meu professor do 5º ano tocava piano nas aulas e eu achava «engraçado». Quando tive “música” no 8º ano, a minha professora também tocava piano, a Prof. Margarida, e esta professora sim tocava para nós mais vezes. Um dia perguntei-lhe como tinha aprendido a tocar piano e se conhecia algum sítio onde se pudesse aprender. A professora respondeu-me e aconselhou-me a FMAC. Uma vez mais falei com a minha mãe, e nada. No entanto a professora Margarida, no fim das aulas, deixava-me por vezes experimentar tocar um pouco nas teclas do piano (só de vez em quando – não pode um professor abrir excepções numa turma). Aqui na escola básica, conheci uma professora, a Professora Ana B. (com quem ainda hoje mantenho contacto – uma amiga para a vida) que me deu a conhecer Bach, Mozart, Beethoven, etc, e me guiou de alguma forma entre este mundo um pouco desconhecido para mim. Na altura já gostava de música clássica, mas era um “super-iniciado” na matéria. Quando passei para o secundário, já vinha com alguma bagagem clássica, e tive a oportunidade de conhecer uma colega (agora amiga), a Cátia, que estudava música, por acaso na FMAC, e que me deu algumas lições de formação musical (que muito agradeço) e me levou a entender melhor isto da música escrita. A Cátia, por ossos da formação musical, sabe tocar piano (embora estude violino), e no ano passado na escola colocaram um piano vertical à disposição dos alunos (maravilhoso! Agora posso passar da teoria à prática e começar a praticar, com a Cátia ao lado para me dar na cabeça, claro). Toco qualquer coisita, nada de apreciável, mas qualquer coisita.
     Neste momento, como estou menos na escola, e a Cátia já está na faculdade, abandonei um pouco a prática, mas não resisto a, quando passo pela sala onde está o piano, espreitar para ver se está alguém, e se não estiver a «teclar» um pouco. Estive mesmo mesmo para iniciar este ano a minha formação em piano, mas o dinheiro fala sempre mais alto. Mas NÃO DESISTO! Este é claramente um projecto para um futuro próximo e que consta da lista das coisas a fazer antes de morrer.
     O piano para mim é como… “remédio santo”. Quando estou a ouvir um piano esqueço tudo, e só tenho vontade de saltar para lá e tocar (um dia faço-o, quando souber).

Acho que foi assim que comecei nesta coisa da fotografia

     No verão de 2003 fui de férias para Espanha, e como era Verão (já a findar Agosto) o meu aniversário aproximavam-se. (E não eram um aniversário qualquer, fazia 10 anos!). Enquanto andava passeando por ruas espanholas entrei numa loja e vi o meu presente (ou pelo menos o que eu viria a pedir como prenda para esses meus memoráveis 10 anos). Era um conjunto que incluía: uns binóculos, uma máquina fotográfica e algo mais que não me recordo. (Como hoje em dia isto me parece uma prenda tão tola, e o pior, é que acho que o que me chamava à atenção eram os binóculos, não desfazendo claro está a máquina fotográfica). No entanto, quando pedi, disseram-me que já não havia mais e que aquela em exposição estava estragada (claro, acreditei). No dia seguinte fazia 10 anos, e apesar de não ter aquele presente, estava feliz (não é todos os dias que passamos pela nossa primeira década de vida!). E qual não é a minha surpresa quando recebo como presente e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e aquele conjunto que tinha visto! Fiquei então duplamente feliz, e nesse mesmo dia fomos comprar um rolo para a máquina fotográfica (que me tive de conter para não acabar em pouco tempo – parecia que tudo era um bom motivo para uma fotografia). Acho que foi assim que comecei nesta coisa da fotografia.
     Uns anos mais tarde pedi outra máquina fotográfica, esta mais evoluída que a anterior (esta tinha flash!) e tinha 3 rolos para gastar, por isso, iniciei a minha demanda fotográfica. (Acabei por só gastar um rolo que nunca revelei, e o rolo com as minhas primeiras fotos, também não, embora os mantenha, talvez por nostalgia, embora sabendo que muito da qualidade que poderiam ter já estará degradada).
     Uns anos mais tarde, quando já frequentava a escola básica, o clube de fotografia que outrora aí havia existido voltou a ter projectos para o futuro, e ajudei a professora responsável, a Prof. Carla G. a dar-lhe de novo vida (havia alguns anos que não era frequentado, e havia trabalho a fazer). Após algum trabalho, o clube abriu então portas aos associados e tive as minhas primeiras experiências num laboratório de fotografia. A maioria (se não todas) as bases que sei sobre laboratório de fotografia devo à Professora Carla, que teve a paciência suficiente para ajustar o diafragma dos meus olhos e assim expô-los à luz deste conhecimento. Foi aqui que aprendi que uma simples caixa de sapatos se poderia transformar numa máquina fotográfica (que do meu septicismo só acreditei quando vi na revelação); que aprendi o «o quê» e o «como» do que se faz num laboratório de fotografia; aprendi como funciona uma máquina fotográfica; aprendi mil e um materiais e conceitos de fotografia que não sabia sequer que existiam (entendo quando se fala pela primeira vez a alguém de diafragma e obturador e a pessoa olha para nós como se falássemos uma língua inexistente); e até aprendi que existia um programa atrás do «PhotoShop» (para além da palavra solta em si) e que o Paint não servia só para desenhos. Motivei-me de tal forma, que no ano seguinte a professora já me deixava auxiliá-la no clube (género assistente) e me deixava com alguma liberdade “guiar” os meus colegas no trabalho de laboratório e ensinar-lhes o «o quê» e o «como».
     Ainda frequentava o clube quando recebi a minha primeira máquina fotográfica digital (ou aliás, foi no princípio mesmo), e consegui ter uma liberdade muito maior na captação dos momentos.
     Hoje em dia, embora ainda trabalhe com uma compacta (os tempos estão difíceis e as reflex não são propriamente baratas), tenho a possibilidade de controlar manualmente as minhas fotografias e de associar os meus conhecimentos que fui, e que vou, adquirindo e de captar os momentos da minha vida.
    E não faria sentido falar de fotografia sem ter fotografias. Aqui estão dois dos meus mais recentes “devaneios fotográficos”:


     E quem diria que hoje em dia já consigo falar com fluência da «fotografia manual» e que o PhotoShop faz parte do meu dia-a-dia?!

       Acho que já não consigo separar-me deste vício que se tornou querer prolongar no tempo os momentos da minha vida.

ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA


Pois é, e o Ano Internacional da Química está quase quase a terminar, embora o encerramento oficial já se tenha dado a 1 de Dezembro em Bruxelas (Bélgica).
     Para quem não sabe, o Ano Internacional da Química (AIQ) é uma iniciativa da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) e da UNESCO (United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization), e envolve comunidades científicas e instituições de todo o mundo, baseando-se em actividades locais e regionais organizadas por estas.
     A ideia de criar um AIQ foi primeiramente discutida em Abril de 2006, durante uma reunião do Comité Executivo da IUPAC. Estabeleceu-se depois um grupo que desenvolveu o projecto do AIQ assegurando assim a sua nomeação pela UNESCO. O projecto (projecto da IUPAC 2007-011-1-050)  foi concluído dois anos depois, em Abril de 2008, e o Painel Executivo da UNESCO aprovou o projecto, proclamando 2011 como o Ano Internacional da Química.
     O objectivo da iniciativa é a celebração das conquistas da química e do seu contributo para o bem estar da humanidade. Com o tema Química - a nossa vida, o nosso futuro, o AIQ coincide com a celebração do 100º aniversário da agraciada com o Prémio Nobel: Madame Marie Sklodowska-Curie, e da fundação da Associação Internacional das Sociedades Químicas, promovendo-se assim também a celebração do trabalho de uma mulher na ciência e a cooperação internacional entre as associações.
     Por forma a trazer para a ciência e as suas preocupações com o mundo os mais jovens, o AIQ foi lançado com uma experiência global denominada Água: Uma Solução Química, tendo por base, como o nome indica, um dos recursos mais essenciais à existência de vida: a água. A experiência global (como também é denominada), que segue procedimentos específicos, (disponíveis na internet), tem as seguintes etapas:

1-pH do Planeta: os estudantes terão de recolher dados através da análise da água local usando soluções indicadoras;

2-Águas Salgadas: os estudantes exploram a salinidade da água da sua localidade;

3-Desafio Destilador Solar: os estudantes construirão um destilador solar com materiais de acesso caseiro e utilizá-lo-hão para purificar a água;

4- Água: sem sujidade, sem germes: os participantes irão aprender como a química contribui para a existência de água potável.
     

     A actividade teve uma participação tão massiva, que o prazo limite de envio de resultados foi alargado até Março do próximo ano, e os resultados começam já a ver-se (aqui).
     Em Portugal, a organização do AIQ esteve a cargo da SPQ (Sociedade Portuguesa de Química), e contou com bastantes iniciativas (algumas das quais ainda decorrem). A SPQ integrou nas comemorações o lançamento da tradução portuguesa do Tratado Elementar de Química de Lavoisier, com o apoio do Grupo da História da Química, e com um preço final de 20€ (25€ para não sócios). Disponibilizou ainda para acesso livre os periódicos de química portugueses que se publicam desde 1905. Estes são constituídos por 3 periódicos: a Revista de Chimica Pura e Applicada (que teve publicações de 1905-1956), a Revista Portuguesa de Química (que teve publicações de 1958-1997), e Química, Boletim da Sociedade Portuguesa de Química (com publicações desde 1977, que ainda se mantêm).
     A química é essencial à nossa vida e por isso é importante atendermos mais às suas descobertas e contribuirmos activamente para as mesmas. Como futuro Engenheiro Químico e Bioquímico resta-me congratular a iniciativa da IUPAC e felicitar os esforços das instituições que têm vindo a criar um futuro para a  química, esperando no futuro mais iniciativas deste cariz e maior cooperação internacional, e como objectivo desta comemoração, que todos tenhamos conseguido aprender um pouco mais sobre como a água e outros recursos são tão importantes para nós e como os podemos preservar.

O BLOGUE

Olá a todos os que estão por aqui só de passagem, e àqueles que por via do gosto o irão frequentar mais vezes.
Lancei neste momento este blog com a perspectiva de vos falar de algumas coisas de que gosto na minha vida, e que por vias das coincidências, podem ser assuntos que vos interessam também. (Os temas sobre os quais a partir de agora publicarei estão descritos no menu lateral direito).
Quero também com este blog partilhar um pouco da experiência que tenho sobre cada assunto, e espero que partilhem também o que sabem (seja mais, ou menos).
Num futuro muito próximo começarei a dar "andamento" a este blog, mas para já ficam com esta mensagem inicial.

Bom Natal! =D